Vygotsky

Tendo em conta a anunciada morte do socio-construtivismo e de todas as teorias a ele associadas, sou levado a crer que o e-learning veio conferir uma nova dimensão a uma das mais revolucionárias teorias de evolução cognitiva do século XX.
De facto, o pressuposto de que o aluno desempenha um papel de relevo e central no processo de ensino aprendizagem acaba por encontrar um espelho perfeito no e-learning no sentido em que a não existência de elementos exteriores a esse mesmo processo faz com que o ensino seja realmente focado e com que o aluno assuma um papel preponderante na construção do seu conhecimento, chegando mesmo a convertê-lo em co-pesquisador. O professor tem agora ao seu alcance todas as ferramentas para que tal aconteça. Contudo, creio que faltará ainda alterar a mentalidade e agilidade mental não só de professores, mas das pessoas que se encontram responsáveis pelos mais diversos sectores de formação. Esta nova abordagem do processo de ensino/aprendizagem conduz igualmente à não estagnação dos formadores, obrigando-os a cumprir e a viver os pressupostos da Aprendizagem ao Longo da Vida.

Lucien Freud


Claro está que o estudo efectuado por Yuliang Liu sobre as diferenças nos estilos de aprendizagem entre os estudantes de e-learning e os tradicionais veio revelar que o facto de as expectativas dos primeiros serem mais altas (nomeadamente a nível das notas pretendidas, embora no cômputo final não haja diferenças significativas) e mais competitivas já demonstra uma nova postura e predisposição por parte dos alunos. Os Canfield Learning Styles Inventory (CLSI) podem-nos fornecer dados preciosos na avaliação destes novos alunos enquanto sujeitos pensantes que não só condicionam como estimulam a dinâmica de aprendizagem e o próprio ambiente virtual onde esta se desenvolve.
De facto, estes princípios deveriam ser tomados como “regras de ouro” no que à produção de conteúdos e-learning diz respeito.

Outra preocupação que creio que se poderá resolver com o e-learning é mesmo a apontado por Giest sobre a distância entre os conhecimentos entre o professor e o aluno. Aí, o e-learning poderá jogar uma cartada fundamental ao reduzir essa distância e evitar o longo e frequentemente duro percurso que os aprendentes têm que percorrer até conseguirem atingir um nível intelectual satisfatório. As naturais barreiras que costumam surgir nestes casos podem assim ser abolidas e conseguir-se um ambiente mais “puro” que poderá conduzir a um maior nível de desenvolvimento.
Perante estas vantagens, talvez seja agora tempo para se fazerem novas abordagens na teoria de Vygotsky de forma a que a mesma possa ser aplicada eficazmente nesse campo infindável de oportunidades que é o e-learning.




Documentos a consultar:


http://alv.addition.pt/

http://www.eses.pt/usr/ramiro/docs/etica_pedagogia/A%20Pedagogia%20construtivista%20de%20Lev%20Vygotsky.pdf

http://www.iiisci.org/Journal/CV$/sci/pdfs/P798992.pdf

http://www.itdl.org/Journal/April_06/April_06.pdf~

http://www.siue.edu/~yliu/

http://www.uma.pt/carlosfino/Documentos/PowerPoint_Vygotsky.pdf

http://www.usd.edu/~ssanto/canfield.html

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